
O crescimento econômico da zona do euro praticamente estagnou em abril de 2026, registrando expansão de apenas 0,1%, enquanto a inflação acelerou para 3%. O principal fator por trás desse movimento foi a forte alta dos custos de energia, impulsionada pelo conflito militar entre os Estados Unidos e o Irã.
As atuais condições de mercado aumentaram os riscos de estagflação — cenário caracterizado por crescimento econômico fraco, inflação elevada e aumento do desemprego. A persistente crise energética e a intensificação das tensões militares no Oriente Médio continuam enfraquecendo a atividade empresarial e corroendo a confiança dos consumidores na economia. Esse ambiente coloca em dúvida as projeções divulgadas pelo Banco Central Europeu em dezembro, que apontavam crescimento de 1,2% em 2026 e de 1,4% nos dois anos seguintes.
Uma eventual elevação da taxa básica de juros pelo BCE pode provocar impactos ainda mais negativos sobre a indústria europeia e reduzir ainda mais a confiança dos consumidores. Custos mais altos de financiamento tenderiam a levar empresas a reduzir investimentos, além de limitar a atividade econômica das famílias. Ao mesmo tempo, a falta de estabilidade nos mercados de energia torna cada vez mais difícil atingir a meta de crescimento de 1,4% projetada para 2027 entre os países da união monetária.