Os futuros de alumínio no Reino Unido caíram para cerca de US$ 3.320 nas primeiras negociações na Ásia, seu nível mais baixo desde 27 de março, em meio à expectativa de que as exportações de metal provenientes do Golfo Pérsico possam ser retomadas após avanços nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã. Depois da primeira rodada de conversas de alto nível, os dois países concordaram com um roteiro para um acordo final, alimentando as expectativas de que a oferta oriunda do Oriente Médio — responsável por cerca de 9% da produção global — volte ao mercado.
Apesar disso, a incerteza persiste, já que os principais produtores do Golfo ainda enfrentam interrupções operacionais ligadas a ataques iranianos anteriores. Pressões adicionais de baixa sobre os preços vêm do aumento da produção na China, o maior produtor de alumínio do mundo, bem como da maior oferta vinda das fundições na Indonésia.
Do lado da demanda, dados econômicos fracos na China intensificaram as preocupações, dado o papel do país como um dos maiores consumidores de alumínio. Ao mesmo tempo, o dólar mais forte tem pressionado os preços, ao encarecer as commodities cotadas em dólar para compradores que utilizam outras moedas.