O Ibovespa caiu 0,7% nesta sexta-feira, fechando aos 167.922 pontos e estendendo a sequência de perdas para o quinto pregão consecutivo. Foi o pior desempenho semanal do índice desde março de 2020, no auge da pandemia. Depois de subir no início de outubro, em meio à expectativa de mudança de governo e consolidação fiscal, o mercado inverteu a direção após a reeleição de Lula, levando ao desmonte dessas posições. A crescente preocupação com os gastos públicos e a trajetória da dívida pública intensificou o movimento de venda.
O ajuste foi mais intenso nos setores mais expostos às condições de crédito e ao consumo das famílias. Os bancos recuaram, com Bradesco e Itaú caindo 2,1% cada. As siderúrgicas também registraram fortes quedas, lideradas pela CSN, que despencou 8,5%.
Em contrapartida, alguns pesos-pesados deram sustentação ao índice. Vale, cujas ações acumulavam queda superior a 11% no mês, avançou 3,3%, apesar de ter registrado prejuízo líquido no terceiro trimestre, já que a operação de cobre ajudou a compensar o aumento de custos em minério de ferro e níquel. Petrobras subiu 1%, acompanhando a alta nos preços internacionais do petróleo.
Na semana, o Ibovespa desabou 17,3%, ampliando a perda no mês para 10%.